Cuidar assume muitas formas. Muitos de nós ajudamos familiares e amigos idosos, doentes ou incapacitados todos os dias. Sabemos que estamos ajudando, mas não nos consideramos cuidadores. Nós estamos contentes de fazer isso e nos sentir recompensados ​​por isso, mas se as demandas são pesadas, com o tempo também podemos nos tornar exaustos e estressados. Achamos que deveríamos ser capazes de lidar com papéis de cuidado em cima de horários de trabalho e família ocupados e começar a nos sentir culpados e deprimidos à medida que nossa energia diminui.

Quem são os cuidadores?

A resposta curta é a maioria de nós, em algum momento de nossas vidas. Cuidadores são filhas, esposas, maridos, filhos, netos, sobrinhas, sobrinhos, parceiros e amigos. Enquanto algumas pessoas recebem cuidados de cuidadores remunerados, a maioria depende de assistência não remunerada de famílias, amigos e vizinhos.

Idosos no Brasil

A população brasileira manteve a tendência de envelhecimento dos últimos anos e ganhou 4,8 milhões de idosos desde 2012, superando a marca dos 30,2 milhões em 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Características dos Moradores e Domicílios, divulgada pelo IBGE.

Em 2012, a população com 60 anos ou mais era de 25,4 milhões. Os 4,8 milhões de novos idosos em cinco anos correspondem a um crescimento de 18% desse grupo etário, que tem se tornado cada vez mais representativo no Brasil. As mulheres são maioria expressiva nesse grupo, com 16,9 milhões (56% dos idosos), enquanto os homens idosos são 13,3 milhões (44% do grupo).

“Não só no Brasil, mas no mundo todo vem se observando essa tendência de envelhecimento da população nos últimos anos. Ela decorre tanto do aumento da expectativa de vida pela melhoria nas condições de saúde quanto pela questão da taxa de fecundidade, pois o número médio de filhos por mulher vem caindo. Esse é um fenômeno mundial, não só no Brasil. Aqui demorou até mais que no resto do mundo para acontecer”, explica a gerente da PNAD Contínua, Maria Lúcia Vieira.

Entre 2012 e 2017, a quantidade de idosos cresceu em todas as unidades da federação, sendo os estados com maior proporção de idosos o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, ambas com 18,6% de suas populações dentro do grupo de 60 anos ou mais. O Amapá, por sua vez, é o estado com menor percentual de idosos, com apenas 7,2% da população.

Fonte: IBGE www.agenciadenoticias.ibge.gov.br

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